Monthly Archives: April 2007

Publicidade paga por view

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A publicidade paga por visualização é o nome, actualmente mais comum, para a publicidade online tradicional, para os conhecidos banners.

Este tipo de anúncios são normalmente transaccionados em múltiplos de mil visualizações e o seu custo negociado/divulgado para esse volume. Para que não haja duvidas estes valores são normalmente apresentados em CPM (custo por mil visualizações).

Diz-se frequentemente que os utilizadores ficaram cegos em relação a estes anúncios, mas isto não é verdade. Apenas a nossa mente consciente deixou de os ver. No nosso inconsciente continua a marca, o logótipo ou o produto anunciado sempre que o vir.

E apenas isso justifica que continue hoje a haver tantas empresas dispostas a pagar os elevados preços que se praticam entre os sites de grande dimensão.

Anunciantes

A publicidade paga por visualização é provavelmente a melhor opção quando o pretendido, mais do que aumentar o tráfego de um site no curto prazo, é imprimir uma mensagem na mente do quem vê o banner.

A nossa mente consciente elimina tudo o que não faz parte dos nossos interesses imediatos, mas o nosso subconsciente não consegue fazer o mesmo. Muito menos com uma imagem que se repete frequentemente.

E é por isso que os banners continuam a vender tão bem. Não são, obviamente, uma alternativa para os pequenos anunciantes pois mil ou dez mil, ou mesmo umas centenas de milhar de banner views passam completamente despercebidos em qualquer grande site, e atingem um publico muito pequeno em sites onde essa quantidade seja relevante. E mesmo essa pequena quantidade de visualizações implicam já um orçamento relativamente elevado (façamos as contas 100 (mil) views a 20€ dá 2000€).

Por isso, este tipo de publicidade é utiliza especialmente por grandes empresas que têm um grande orçamento e pretendem acima de tudo aumentar o prestigio e a relevância de uma marca ou produto junto do publico, mas não o vende directamente online. Alguns exemplos disto são as grandes marcas de distribuição, bancos e empresas de crédito, seguradoras, entre outros.

Editores

Da mesma forma que o custo de entrada para os anunciantes é relativamente grande, o problema oposto se coloca do lado dos editores. Aqueles anunciantes que estão dispostos a pagar realmente por este tipo de publicidade preferem anunciar em sites de grande dimensão, pois estes permitem-lhes chegar a um grupo maior de utilizadores e ter apenas um relatório de visualizações, unique users, clicks, etc. Os pequenos anunciantes, em contrapartida têm orçamentos muito mais limitados, e normalmente procuram resultados de curto prazo, e mais cedo ou mais tarde acabam por descobrir que a publicidade paga por click é mais satisfatória para eles, ou então apenas estão dispostos a pagar um valor (CPM) muito mais baixo.

Por essa razão, para que um site consiga negociar valores de CPM minimamente aceitáveis tem que ter um volume de tráfego que já seja interessante para empresas que pretendam investir na divulgação da sua marca mais do que na aquisição de tráfego imediato.

Um alternativa seria fazer parte de uma rede de editores que vendessem conjuntamente publicidade nos seus sites, e que com isso conseguissem atingir o volume necessário para conseguir chegar até esses anunciantes. Mas mesmo essas redes não são acessíveis ao pequeno editor, e quando o são têm valores mínimos para se ser pago, o que faz com que um site tenha que fazer parte da rede durante muito tempo sem nunca ser pago.

Isto faz com que esta seja uma alternativa a considerar quando o tráfego do seu site já for razoável. Eu diria que antes dos dez mil pageviews dia é melhor concentrar-se em fazer crescer o seu site, sendo que até aos cem mil a sua capacidade negocial ainda será reduzida, e não conseguirá chegar aos melhores anunciantes.

Conclusão

A publicidade paga por visualização é a divisão onde se encontram as grandes marcas e os grandes sites.

E apesar de os apologistas de outros sistemas anunciarem sistematicamente a sua morte, esta está longe de se concretizar.

Mas se é um pequeno editor provavelmente conseguirá melhores resultados compublicidade paga por click ou com patrocínios .

Por outro lado, se pretende divulgar o seu site com um orçamento limitado, os dois sistemas anteriores provavelmente são as melhores opções também para si.

Mas nenhum outro sistema exclusivamente de publicidade consegue levar a sua marca ou logo ao inconsciente de tantas pessoas como a publicidade paga por view.


Publicidade paga por click

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A publicidade paga por click é a de mais simples acesso, tanto para o editor (o dono do site) quanto para o anunciante.

Para o primeiro a simplicidade é consequente de haver inúmeras redes dedicadas a juntar anunciantes e editores. Para o segundo pelos baixos custos de entrada.

Neste grupo destacam-se o Google Adsense, a Yahoo! Publishers Network e o MSN AdCenter. Mas existem outras redes, com diferentes modelos de negócio e diferentes tipos de anúncios.

No mercado nacional acredito que o Sapo possa ao longo dos próximos meses disponibilizar um serviço deste tipo com base nos seus anúncios sapo – isto, claro, sou eu apenas a especular. E, infelizmente, não vejo que uma outra rede nacional possa aparecer nos próximos tempos.

A base deste tipo de publicidade é a de que o anunciante paga (até) um valor pré-estabelecido sempre que alguém clica num anúncio e visita o seu site. Esse valor pago é depois dividido entre o editor e a rede.

A maioria destes anúncios são formados apenas por texto e podem ser criados online no site da rede.

Para a rede ou para o anunciante a dimensão de um site ou o seu tráfego não são relevantes, desde que os clicks que nele são gerados sejam legítimos.

Anunciante

Os anúncios pagos ao click têm um baixo custo de entrada, sendo possivel pagar (dependendo das redes e das palavras em que se anuncia) a partir de apenas 1 cêntimo por click, e na maioria dos casos limitar o valor total investido diariamente.

Isto faz com que se encontrem todo o tipo de anunciantes nestes sistemas, pois eles são acessíveis mesmo aqueles que têm orçamentos muito limitados, e por outro lado oferecem ao utilizador a possibilidade de obter uma grande quantidade de tráfego relativamente seleccionado (dependendo da rede e das licitações efectuadas).

Como este tipo de anúncios normalmente (ainda que nem sempre) estão associados a palavras ou expressões definidas pelo anunciante, é possível mostrar os anúncios a grupos tão específicos quanto se deseje, o que faz com que este tipo de publicidade seja a preferida de todos aqueles anunciantes que pretendem optimizar os resultados obtidos pelas suas campanhas de marketing, que procuram expressões que quando utilizadas indicam, normalmente, a intenção de comprar de um produto ou serviço, o que faz com que uma maior percentagem dos utilizadores que seguem os seus anúncios (e pelos quais pagam) se transformem em clientes.

Este grupo de utilizadores, a que chamaria de “Optimizadores”, normalmente muito distinto do primeiro, investe grandes quantidades de dinheiro em publicidade. A razão porque preferem este tipo de publicidade sobre os restantes é porque este lhe permite seleccionar muito melhor as pessoas a quem os seus anúncios são mostrados e o contexto em que isso acontece.

A grande vantagem deste tipo de publicidade para os anunciantes é a de apenas pagarem por tráfego efectivo que os seus sites recebem.

Editores

Por estes anúncios serem pagos por click, e por haver uma entidade que agrega, por um lado, editores, e por outro anunciantes, e a rede garantir (tanto quanto possível) que os anúncios são colocados apenas em páginas relacionadas com as palavras e/ou expressões seleccionadas, a entrada de novos editores é bastante simplificada, uma vez que os anunciantes não seleccionam directamente cada site onde o seu é mostrado.

Isto faz com que seja possível rentabilizar sites com apenas algumas centenas de pageviews por dia. Claro que poderemos estar a falar de apenas alguns cêntimos ou dólares por dia. Mas isso é mais do que estaria ao alcance da maioria destes sites de outra forma.

Conclusão

A publicidade paga por click é simultaneamente a forma barata de começar a anunciar o seu site, produto ou serviço, e de começar a rentabilizar um site com pouco tráfego. Em nenhum dos dois casos se irá fazer uma fortuna instantânea, mas pode ser o incentivo que precisam muitos pequenos negócios e muitos pequenos editores.

Por outro lado, a publicidade paga por click permite a quem pretenda obter grandes quantidades de tráfego obtê-lo, bem como tráfego tão direccionado quanto se pretenda.


Publicidade Online

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À medida que cada vez mais a informação e os negócios se movem significativamente para a Internet, à medida que as pessoas lêem cada vez menos jornais e revistas e preferem fontes de informação online, a publicidade online torna-se uma das fontes de receitas mais importantes de muitas equipas editoriais, e permite o aparecimento de um novo grupo de empreendedores, que se auto-denominam probloggers, mas que são na realidade Editores Online Independentes.

Uma qualquer publicação em papel com conteúdos editoriais tem provavelmente mais de metade do espaço impresso com publicidade, de uma ou de outra forma, e bem mais de metade das suas receitas são provenientes dessa publicidade.

Mas essas receitas de publicidade dependem em grande medida da tiragem da publicação, isto é, do número de exemplares impressos (e vendidos, claro). Quando mais pessoas deixam de comprar revistas em papel e pretendem ler os mesmos conteúdos online, preferencialmente sem pagar, a publicidade tem que continuar a ser uma importante fonte de receitas para quem quer a criação e publicação de conteúdos como um negócio. Mas tem que passar a ser a publicidade online, porque é online que o conteúdo passa a ser publicado.

Este artigo é o primeiro de uma série de artigos sobre publicidade online. A primeira parte desta série pretende analisar os diversos tipos de publicidade, e posteriormente falaremos sobre vários outros temas relacionados, como seja a integração da publicidade nos sites.

Eu diria que, actualmente, a publicidade online se divide em 5 grupos:

Sites Sociais – comportamento abusivos

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Todos os sites sociais têm utilizadores que tentam tirar partido das funcionalidades que lhes disponibilizam. Alguns fazem-no de forma adequada e dentro das regras. Mas outros abusam visivelmente desses sites, tentando aproveitar-se deles sem acrescentar nada de útil aos sites e às suas comunidades.

Aqui ficam alguns desses comportamento abusivos:

Sites sem valor

A adição de sites sem valor para os utilizadores do site social, numa tentativa de promover esses sites (ou páginas) junto dos seus utilizadores é uma das situações mais comuns.

Esta situação é ainda mais grave quando a rotatividade do conteúdo no site é pequena e/ou os links são promovidos de forma simples para a homepage.

Bloquear as contas dos utilizadores que abusam do sistema normalmente serve de pouco, pois é simples criar novas contas, pela natureza social do site.

Múltiplas contas

Em consequência de, na maioria dos sites sociais, os conteúdos dos utilizadores serem promovidos para a primeira página em consequência da votação de outros utilizadores, quem pretende que os seus conteúdos sejam promovidos mais rapidamente (se é que alguma vez o seriam de outra forma) criam várias contas, e utilizam-nas para votar nos próprios conteúdos.

Clusters de contas

Um outra prática, próxima da anterior, é o comportamento de grupos de utilizadores que votam positivamente apenas os links uns dos outros. O problema deste tipo de comportamento é que, se o grupo tiver dimensão suficiente, pode tornar mais fácil promover os próprios conteúdos, e difícil promover os conteúdos dos outros utilizadores.

Promoção a pedido

Em sites sociais em que o valor dos votos é ponderado tendo em conta factores como a antiguidade ou o nível de participação, há muitas vezes a tentação entre os utilizadores mais antigos de vender os seus votos para ajudar a promover que de outra forma não chegariam à homepage dos sites.

Estes são apenas aqueles que me lembro de momento, e há certamente outros comportamentos abusivos nos sites sociais. Alguém se lembra de mais algum? Por favor, adicionem-nos nos comentários.