Facebook – Sponsored Stories

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Facebook lançou na passada segunda-feira um novo serviço para as empresas que têm páginas no site. O serviço chama-se Sponsored Stories, e é apresentado neste pequeno video.

Com as  Sponsored Stories o Facebook permite às empresas pagar para promover o conteúdo de quem fala sobre elas para as pessoas que já iriam receber esse conteúdo nas suas timelines, para os amigos de quem produziu o conteúdo. A diferença é que além de esse conteúdo apenas aparecer na timeline, junto com todo o outro conteúdo, estes histórias patrocinadas aparecem agora na lateral direita, no mesmo sitio onde aparecem várias outras informações dependentes do conteúdos e a publicidade normal.

Com isto, o que se pretende é que as marcas cheguem até ao utilizador, não apenas com publicidade criada por elas, mas com a informação criada pelos nossos amigos. Em vez da McDonalds vos dizer “Venha já provar o nosso hamburguer M, novamente disponível”, seria eu a dizer-vos “A McDonalds voltou a vender o M. Adoro este hamburguer!”.

Gosto da idea, parece-me interessante. Mas há algumas questões que se me colocam:

  1. O conteúdo será apenas conteúdo a que a marca já teria acesso, como conteúdo colocado na página da marca, ou criado através de aplicações da marca ou as marcas irão poder ter alguma forma de utilizar conteúdos que as citam de outra forma?
  2. Os utilizadores irão ter a possibilidade de proibir a utilização do conteúdo criado por eles – antes de o conteúdo ser publicado?

O qu pensam desta nova ideia do facebook?

Linkedin apresenta InMaps

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mpneves-inmap

LinkedIn lançou na Segunda um ferramenta a que chamaram InMaps, que permite visualizar um map com todos os contactos, criado clusters de diferentes cores.

Não é um ferramenta especialmente útil, mas permite obter uma imagem visual de como os contactos estão interligados.

No meu caso especifico – o meu mapa está na imagem ao lado – o mapa é especialmente interessante. Eu trabalhei em Portugal em três dos maiores portais portugueses  e numa consultora que tinha como principais clientes dois desses Portais, e trabalho agora numa empresa Holandesa. Acham que conseguem perceber quais são as cores de cada uma das empresas?

Eu dou-vos uma pista… a Laranja têm a empresa de consultoria.

Não, a verde não têm a empresa Holandesa, mas sim um dos Portais, o terceiro/quarto (depende do mês) maior portal português. A empresa holandesa em que trabalho actualmente é a região roxa na parte inferior do mapa. E é por isso que eu acho o map interessante. Porque permite perceber como uma empresa se consegue isolar quase completamente, enquanto outras, mesmo concorrentes ou geograficamente distantes parecem estar intimamente interligada.

Se quizeres, podem criar o vosso InMap.

A árvore dos Blogs

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Os blogs Eloqua e Jess3 publicaram um diagrama com o que eles consideram ser alguns dos mais importantes blogs do momento. Deixo-vos a árvore, e algo que gostaria de ter encontrado junto com ela… A lista dos blogs incluidos, abaixo.

The Blog Tree

Na raiz

Social Media

Venture Capital

How to

News

PR

Personal Branding

DNS – Email – Registos MX e CNAME

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Como descrito no artigo anterior desta série DNS – Tipos de registos, os registos CNAME e MX indicam, respecivamente, que o nome para o qual o nome que se está a configurar/resolver é uma alias (nome alternativo) e qual o servidor a quem deve ser entregue o email.

E todos vivemos felizes com isto até alguém utilizar um registo CNAME da forma errada.

É que o que o CNAME diz é “tudo o que quizeres saber sobre mim, pergunta como se eu me chamasse <este outro nome>”.

E isto significa que tudo o que estiver configurado para esse outro domínio deve ser considerado como se estivesse configurado neste, e nada do que estiver configurado neste deve ser considerado.

E, claro, o servidor de email também está incluido. Logo, independentemente de existir ou não um registo MX no domínio actual (o que tem o CNAME configurado), o email deveria ser entregue ao servidor MX configurado no domínio indicado pelo registo CNAME.

O problema é que nem todos os servidores de email concordam com esta interpretação, pelo que, dependendo do servidor de email de quem está a enviar emails para estes domínios, esses emails podem ser entregues ao servidor de email do domínio com o CNAME ou no servidor de email do domínio indicado pelo CNAME.

Como evitar este problema?

Se quer realmente receber email no domínio de origem e que que este email seja entregue num servidor diferente do servidor de email do domínio para onde aponta o registo CNAME, então crie um registo MX e utilize registos A para apontar o nome para o mesmo IP para onde aponta o nome de destino.

Se o servidor de email for o mesmo, então não deve ter problema. Neste caso não ter um registo MX no domínio de origem deve funcionar como se ele lá estivesse. Bastará que o servidor de email esteja configurado para receber o email do domínio de origem.

Se não pretende receber email no domínio de origem basta que um servidor de email do domínio de destino esteja configurado para rejeitar o email do domínio de origem. A maioria dos servidores de email estão preparados para rejeitar email de todos os domínios para os quais não foram configurados para receber email. Deve, no entanto, verificar se é o caso do seu servidor.


DNS – Tipos de Registos

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Inicialmente, o DNS tinha registos dos tipos A, CNAME, NS e MX. Posteriormente foram adicionados os tipos AAAA, SRV e TXT.

Registos do tipo A

Os registos de DNS do tipo A são a razão final da existência do sistema de resolução de nomes, e o tipo de registos que dá nome ao serviço. Este é, hoje, um dos dois tipos de registos que se destinam a fazer o que o nome diz… resolver nomes.

Os registos do tipo A – de Address – servem para relacionar os nomes de dominios com os endereços IP – os tais números dos servidores de que falamos em artigos anteriores.

Por exemplo:


www.webaserio.com A 69.60.115.53

Este registo indica que o nome www.webaserio.com é servido pelo computador com o IP 69.60.115.53.

Registos AAAA

A internet cresceu de tal forma que o número de IPs inicialmente disponíveis está práticamente esgotado e já não permite acompanhar o crescimento da rede. Hoje existem computadores numa grande percentagem de casas, e cada vez mais existe um computador na mão (ou no bolso) de casa pessoa (os SmartPhones). Para ultrapassar este problema foi criado um novo conjunto de endereços, designados com o nome IPv6.

Os registos AAAA funcionam de forma idêntica aos rregistos A, com a diferença que o endereço é IPv6 e não IPv4.

Infelizmente, hoje, ainda nem todas as redes têm routeamento IPv6 pelo que servidores que esteja em redes IPv6 não são acessíveis a toda a gente. Isto também faz com que os registos de DNS do tipo AAAA ainda não sejam muito comuns.

Registo CNAME

O registo CNAME indica que um nome é um nome alternativo para um outro nome. A consequência mais óbvia disto é que para obtermos o endereço deste nome devemos pedir o endereço do nome indicado por este registo.

O registo CNAME tem implicações também com os registos do tipo MX, mas sobre as complicações entre o CNAME e o MX falaremos mais à frente, num outro artigo desta série.

Para já, a reter, é que o CNAME indica que o nome que estamos a tentar resolver é um segundo nome para um outro nome que nos é devolvido.

Registo NS

O registo NS é o que faz com que a hierarquia de nomes funcione. Este registo indica qual o servidor responsável por resolver os nomes de um domínio.

Na prática, quando configuramos um registo NS estamos a indicar que servidor(es) sabem responder às questões de DNS de um domínio (ou subdominio).

Registos MX

Os registos MX indicam qual o servidor de email para um domínio.

Na prática, quando temos um email do tipo email@example.com, devemos perguntar ao servidor de NS do domínio example.com qual é o servidor de email do domínio, isto é, qual o MX do dominio, e em seguida, enviar o email para esse servidor.

Registos SRV

Os registo SRV permitem definir quais os servidores que suportam um determinado serviço para um domínio.

Este tipo de registos servem para indicar que servidores suportam cada tipo de serviço baseado no domínio para o endereçamento, isto é, em que o tipo de conta seja do tipo <utilizador>@<dominio.com>, com excepção do domínio que, sendo deste tipo (o endereçamento do email é do tipo acima), utiliza os dominio do tipo MX.

Registos TXT

Os registos TXT servem para associar informação ao dominio. Estas informações são com que pequenos ficheiros de texto, que podem conter qualquer informação publica que se pretenda associar ao domínio.

Actualmente, uma das informações mais comuns – mas ainda não comum o suficiente – que podemos encontrar neste tipo de registos são as chavez públicas dos servidores de email, que podem ser utilizadas para validar que um email enviado como se tivesse origem num domínio aí tem de facto origem.

Outros tipos de registos

Implementações diversas de serviços implementam frequentemente alterações ao DNS para suportar outros tipos de registos, uns mais comuns do que outros, mas os registos acima são os mais comuns, e os que são suportados pelos RFCs recomendados pelo IEEE, o organismo responsável pela gestão dos RFCs que definem a maioria dos protocolos base da Internet.

Mas, claro, se acham que outros tipos de registos deveriam constar desta lista deixem-me um comentário para que o pesquise e adicione a esta lista.


DNS – Resolução de Nomes

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Hoje como no inicio, cada máquina ligada à rede – e hoje é uma grande rede, a que chamamos internet – tem ainda uma número que o identifica, e é esse número que é, ainda hoje, utilizado pelo computadores para trocarem informação uns com os outros, mesmo que nós normalmente apenas vejamos os nomes.

Resolução passo a passo

A resolução de DNS tem hoje alguns elementos que permitem tornar o processo de resolução de nomes mais rápida e eficiente. Mas, para já vamos ignorar essas optimizações.

Assim, quando queremos converter um nome no IP correspendonte, a primeira pergunta que temos que fazer é quem é que controla a informação de DNS. E a resposta a essa pergunta é a de que são os servidores de DNS do domínio de topo – o dominio .. Os servidores de DNS do domínio . são normalmente designados de rootservers.

Assim, a primeira coisa a fazer é perguntar aos root servers se eles sabem a resposta que procuramos. Provavelmente eles não nos vão dar a resposta que procuramos, mas indicam-nos a quem devemos perguntar a seguir – os servidores de DNS do domínio de topo a quem pertence o site. Se o domínio o domínio de topo a que pertence o nome que estamos a tentar resolver for com ou net, os rootservers vão dar-nos logo os servidores de DNS do nosso domínio que pretendemos resolver, uma vez que são eles também os servidores de DNS destes domínios.

Com a informação disponibilizada pelos rootservers, dirigimos as nossas questões aos servidores que nos foram devolvidos pelos rootservers que, por sua vez, podem dar-nos imediatamente a informação que procuramos ou enviar-nos o endereço de novos servidores a quem devemos dirigir em seguida as nossas perguntas.

Todo este processo é repetido até se conseguir a informação que procuramos ou até nos ser dito que essa informação não existe ou até detetarmos que existem inconsistências nas respostas que nos são enviadas – por exemplo, dois servidores, cada um deles dizer que o outro é que é o responsável pela informação que procuramos.

Resolução com cache

Embora cada um dos passos referidos na secção anterior seja rápido e consista na transmissão de apenas alguns byts, a internet nem sempre foi a rede que conhecemos hoje, em que a velocidade de transmissão é quase sempre na ordem dos megabits por segundo – houve um tempo em que se podiam ouvir os bits a entrar e a sair da linha telefónica. Nesses tempos apenas alguns bytes podiam demorar até um segundo a ser transmitidos, e se a pergunta tivesse que ser feita a servidores de DNS do outro lado do mundo, a resposta ia demorar a voltar.

E, para tornar a resolução de nomes mais eficiente, criaram-se servidores de DNS o mais próximo possível dos clientes, que quando não sabem as respostas que os seus clientes procuram, fazem as perguntas necessárias aos outros servidores e depois respondem directamente ao cliente e guardam a resposta para conseguir responder imediatamente quando o mesmo ou outro cliente tentar resolver o mesmo nome.

E os clientes passam a utilizar estes servidores sempre que pretendem resolver um nome, pois estes conseguem responder-lhes muito mais rapidamente nos maioria dos casos.

Este processo permite, assim, poupar tempo, e reduz drasticamente a quantidade de dados transmitidos – o que até há pouco tempo também era tempo. E nesse tempo a ligação à internet era paga pelo tempo que se estava ligado.


DNS – Hierarquia de nomes

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Hoje quase toda a gente que trabalha na área de internet já ouviu falar dos domínio de topo (normalmente abreviado como TLD – a sigla da expressão inglesa Top Level Domain).

O que nem toda a gente sabe, mesmo entre quem trabalha na área de internet é que existe um domínio acima dos domínios de topo. Trata-se do domínio . .

Este é domínio debaixo do qual (quase) todos os outros domínios estão. E digo quase apenas porque por vezes se utilizam truques relacionados com o funcionamento do DNS para criar domínios (mais ou menos) privados que não é possível resolver utilizando aquilo a que irei chamar a cascata de resolução de nomes tradicional.

Os nomes resolvidos pelo DNS são algo que nos habituamos a ver todos os dias. E isso inclui quem sem sequer utiliza a internet. Eles estão, hoje, em todo o lado – nos carros das empresas, nas suas facturas, nos cartões de visita, profissionais ou pessoais – são os endereços dos blogs, dos sites sociais e até parte dos endereços de email. Todos estes endereços são resolvidos pelo DNS.

Mas, como estão estruturados?

Bem, primeiro temos o senhor de todos os domínios, o dominio . – que normalmente não é utilizado explicitamente – e debaixo dele temos os domínios de topo – com, net, org, pt, br, us, uk, … – existem uns quantos globais, todos os países têm um e algumas regiões também têm domínio de topo – como os eu ou asia.

Cada um destes domínios de topo tem uma entidade que gere os domínios que são criados debaixo deste TLD. Por exemplo, no caso do TLD pt, a entidade que faz esta gestão é a FCCN.

Normalmente, satisfeitas as condições, é possível criar domínios debaixo destes domínios de topo ou em subdomínios deles – o com.pt ou o co.uk, por exemplo – e a gestão destes domínios é entregue à entidade que fez o registo, que pode depois criar os subdomínios que entender debaixo do seu nome.

Cada um destes nomes é separado do domínio acima por um ., criando-se assim os nomes que já estamos habituados a ver nos nomes dos sites.

Tradicionalmente o primeiro nome representa o nome da máquina, e todos os outros nomes acabavem por ser – por assim dizer – o caminho a percorrer para encontrar o servidor.

Assim, quando vemos um endereço como www.webaserio.com, estamos a olhar para o nome da maquina www do domínio webaserio que está debaixo do TLD com.

Claro que hoje, com maquinas muito mais rápidas e com uma muito maior diversidade de serviços, um servidor serve várias coisas e vários sites, e a primeira parte nome acaba por ser mais o nome do serviço do que o da maquina que disponíbiliza o serviço, havendo tão frequentemente vários serviços a ser disponibilizados numa mesma maquina como várias maquinas a servir um único serviço.


DNS – Sistema de Nomes de Domínios

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DNS - Domain Name Service

Antes havia o IPX, o tokenring e montes de outras coisas, mas isso foi antes. Antes do início.

Então apareceu o IP, e os criadores perceberam que o IP era bom. E em cima do IP escreveram o TCP, o UDP e o ICMP. E os criadores chamaram ao conjunto destes protocolos TCP/IP. E os criadores perceberam que isto era bom. E isso foi o inicio.

E então reescreveram-se protocolos que já existiam sobre o TCP/IP e criaram-se novos protocolos. E apareceu a rede, e a rede cresceu.

Mas no início não havia nomes, só números. Os números do IP. Enquanto a rede era pequena era fácil saber o número de todos os computadores na rede. Mas quando a rede começou a crescer os criadores perceberam que era preciso dar nomes aos computadores, porque para nós é mais fácil lidar com nomes do que com números. E por isso criaram o DNS.

E, porque todos escrevem sobre a web, mas poucos lembrar os protocolos que fazem a web funcionar, decidi escrever uma série de artigos sobre o DNS. Neste artigo irei criando links para esses artigos, que serão publicados ao longo dos próximos dias.

Artigos Nesta Série:

Posts que atraem links

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Na passada segunda-feira foi publicado no blog SEOmoz um post (What Makes a Link Worthy Post – Part 1) que é o resultado de um estudo feito com base nos links existentes para os vários posts do blog, numa tentativa de encontrar as caracteristicas dos posts que são alvo de mais links de outros dominios.

Algumas das conclusões do estudo parecem obvias para qualquer blogger com um pouco mais de experiência, mas algumas delas contrariam algumas das ideias mais comuns no meio do bloggers mais profissionais. Vou guardar essa para o final, pois nunca é demais reforçar algumas das ideias mais comuns nas cabeças da maioria de nós, mas que ainda assim nem sempre são aplicadas com a frequência com que poderiam ser.

Assim, uma das caracteristicas verificadas é se a presença de elementos multimédia ou lista torna os posts alvo de mais links do que os posts que não têm esses elementos. e a verdade é que em média, os posts que têm listas, imagens ou videos recebem em média mais links do que os posts que não têm nenhum desses elementos.

Posts com videos recebem até três vezes mais links do que posts apenas com texto. E posts com esses três elementos recebem até seis vezes mais links do que posts que não têm qualquer deles.

A descoberta interessante é que o tamanho dos posts tem impacto na quantidade de links que esses posts recebem, mas ao contrário do que é normalmente vinculado em muitos dos blogs sobre SEO e sobre blogging, os posts com 1800 a 3000 palavras chegam a receber até quinze vezes mais links dos que os posts com menos do que 600 palavras.

Isto, claro, pode ser verdade apenas para blogs como o SEOmoz, em que a grande maioria dos posts de grande dimensão são tutoriais ou apresentação de teses ou estudos, por contrapartida com os posts menores que não passam de pequenos artigos informativos acerca de algo que se está a passar num qualquer outro lugar da internet.

Mais uma vez, podem encontrar o post original no seoMoz, sob o titulo What Makes a Link Worthy Post – Part 1 (as partes seguintes ainda não foram publicadas).


A compreensão das Licenças

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Esta mensagem pode ler-se na lateral do blog 100nada. Cito a licença apenas a título de exemplo, pois tenho a certeza que conhecem outros blogs e/ou sites que licenciam os seus conteúdos de forma igualmente conflituosa.

Mas, antes que perguntem, este duplo licenciamente é, não apenas conflituoso, mas também oportunista ou irresponsável. Será oportunista se tiver sido feito de forma consciente, para tirar partido das indexações especiais para conteúdos licenciados com Creative Commons. Será irresponsável se tiver sido colocado no blog sem se perceber o que se estava a fazer.

Eu, quando desenvolvo software a título pessoal, licencio o código sob a licença GPL. Esta licença diz que qualquer pessoa pode utilizar este software para o que bem entender, sem me pagar nada, que não me pode responsabilizar porque nada, e que deve disponibilizar qualquer alteração que faça ao meu software. É uma licença mais ou menos simples, mais complexa nesta versão 3 para deixar explicitas no corpo de licença questões que já eram para a maioria de nós obvias nas versões anteriores, mas que muitas pessoas pareciam não perceber, nomeadamente que ao licenciar um software como GPL, qualquer patente que cubra uma parte do software licenciado fica automáticamente licenciada gratuitamente – está, para mim, explicito quando se permite a utilização e alteração do software, e ainda por cima se força o autor das alterações a disponibilizar essas mesmas alterações.

O GPL é uma licença mais do que imposta em tribunal, e já poucas empresas de software acham que podem utilizar software (ou partes de software) GPL em software fechado. Mais cedo ou mais tarde acabam por ser descobertos e obrigados por tribunal a abrir todo o código que está junto com o código GPL original.

A licença Creative Commons é uma licença destinada a permitir a cópia de conteúdos em condições controladas. O autor pode escolher permitir apenas a cópia da obra integral, autorizar ou não a criação de obras derivadas, e permitir a utilização da obra comercialmente ou não. A autoria da obra, no entanto, sob Creative Commmons, deve ser sempre mantida e divulgada.

É por isto que não faz sentido dizer que não é permitida a cópia dos conteúdos e depois dizer que estão licenciados sob a licença Creative Commons. Vá lá, não é assim tão díficil ler o texto das licenças antes de afixar os seus nomes e logos no site.